Há um mundo gracioso e intocável lá fora, envolto por uma atmosfera branda e reluzente por detrás das cortinas, observo metodicamente pela pouca luz que adentra o quarto. Há luz, na íris de um olhar entorpecido, que, por vezes, perde-se em passos dados no passado. Tal luz que me permite ver o transcorrer dos dias, esses, frios e serenos, sem culpa, ou quaisquer resquícios de gotas quentes que já estiveram espalhadas pelo chão. Hoje, nas tardes noites, estão presentes apenas o reflexo cintilante das estrelas, que me fazem esquecer as dores da alma e do coração. Seria ele, o amor, capaz de ser o caos e o reencontro? Uma dor descontente, que não fere a pele, mas queima o coração latente? Falarei dele como quem escreve uma canção para o coração, para os amantes viventes, e também para os que não podem amar, ou simplesmente para os que sonham acordados, enquanto anseiam por velejar em olhos conhecidos, mas tão misteriosos, quanto os segredos do mar. Sinto, vejo e o...
Buscando nas palavras, caminhos para driblar a inquietação da mente e do coração.