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Mostrando postagens de fevereiro, 2018

O Adeus de Um Poeta

Vivo num constante vazio Na penumbra grotesca No ar que chega Levando um suspiro de adeus Nada mais é como antes Não tem flores nem fontes Neste bosque sombrio Que só tem o suspiro, de um poeta vazio Aqui sentada, não vejo lados Que me conduzem à seus afagos Vejo apenas a inocência De minha mente enfraquecida Olho para o luar Escuto lobos uivando Sinto a brisa cortante Nada mais será como antes... O Adeus de Um Poeta | Fonte Imagem:  Freepik

Noite em Bruges

Jamais estarei só, a música habita ferozmente minha alma, que companhia melhor eu poderia ter? Cada  célula do meu corpo é composta por notas altas e baixas, agudas e graves. No salão da minha mente estou eu e uma taça de vinho vazia, em uma sacada numa pequena casa de tijolos avermelhados, na encantadora Bruges, cidade da Bélgica. Fria, entretanto, deslumbrante, com suas cores misteriosas, os canais, a arquitetura medieval, tudo em uma perfeita sintonia.  Olhando para a rua sombria, avisto apenas as luzes da cidade que dão vida aos seres noturnos, bêbados e inconsequentes, que seguem perambulando sob a luz do luar. Caminho até a saída daquele lugar que é meu lar, igualmente inconsequente, ou apenas uma aventureira que deseja viajar fora da mente. Saio caminhando em ritmo das notas de Jascha Heifetz, me sentindo loucamente enfurecida por desejo de ar puro. As calçadas e árvores ainda molhadas por uma bela chuva assistida pelo luar, lavando ...

Cores Frias

Quanta solidão um chão é capaz de suportar? Não sou capaz de imaginar. Nos dias claros pessoas caminham sobre ele, algumas com pressa para encontrar um amor distante, outras, vão em busca de sustento para seus lares, no entanto, cada qual com seu propósito. E quando cai a noite, o chão está só, com a lua de companhia e a brisa que chega assobiando promessas.      Eu, por outro lado, me vejo perambulando, só, pela cidade, olhando para o céu ainda claro, tentando encontrar quaisquer razões para seguir em frente. Em meio as cores frias que colorem a cidade em tons claros, estou sentada em um banco com vista para a imensidão verde que paira sobre esse mágico lugar que parece ter vida própria. Me vejo rodeada de amantes que se olham, se abraçam, se beijam e se amam, fazendo com que o amor pareça florescer novamente em meu pobre coração. Quanto amor um coração é capaz de suportar? Dentro do coração de um poeta, cabe o mundo das palavras, das dores e amores. Avist...