Jamais estarei só, a música habita ferozmente minha alma, que companhia melhor eu poderia ter? Cada célula do meu corpo é composta por notas altas e baixas, agudas e graves. No salão da minha mente estou eu e uma taça de vinho vazia, em uma sacada numa pequena casa de tijolos avermelhados, na encantadora Bruges, cidade da Bélgica. Fria, entretanto, deslumbrante, com suas cores misteriosas, os canais, a arquitetura medieval, tudo em uma perfeita sintonia. Olhando para a rua sombria, avisto apenas as luzes da cidade que dão vida aos seres noturnos, bêbados e inconsequentes, que seguem perambulando sob a luz do luar. Caminho até a saída daquele lugar que é meu lar, igualmente inconsequente, ou apenas uma aventureira que deseja viajar fora da mente. Saio caminhando em ritmo das notas de Jascha Heifetz, me sentindo loucamente enfurecida por desejo de ar puro. As calçadas e árvores ainda molhadas por uma bela chuva assistida pelo luar, lavando ...
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